A história da energia fotovoltaica

A energia solar fotovoltaica é a energia obtida a partir do Efeito Fotovoltaico, apresentado pelo físico francês Edmond Becquerel em 1839. O fenômeno se dá através da conversão direta da luz em eletricidade, a partir da diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de material semicondutor (CRESESB, 2020).



O inventor americano Charles Fritts construiu a primeira bateria solar em 1883, feita com folhas de selênio. Apesar da baixa eficiência de conversão, sua invenção provou ao mundo que era possível gerar energia sem a queima de combustíveis fósseis. No entanto, a primeira célula solar a base de silício, material utilizado hoje nos módulos mais modernos, só foi desenvolvida em 1954 por cientistas da Bell Labs e possuía eficiência de aproximadamente 6% (MACHADO; MIRANDA, 2015).


O setor de telecomunicações foi o primeiro a utilizar esta fonte de energia e alavancar a pesquisa e o desenvolvimento da tecnologia, instalando sistemas de geração em localidades remotas. Em seguida, a “corrida espacial” se tornou o maior agente impulsionador da energia solar fotovoltaica, pois as células solares forneciam (e fornecem ainda hoje), com menor custo e peso, a quantidade necessária de energia para longos períodos de permanência no espaço, além da energia para satélites. Outro fator que renovou e ampliou o interesse na energia solar foi a crise energética de 1973, que tornou evidente a necessidade de novas fontes para compor a matriz elétrica dos países e fez com que novos atores entrassem no setor, como as empresas de petróleo. Todavia, naquele momento, o custo de produção de células solares deveria reduzir 100 vezes para se tornar economicamente viável (PINHO; GALDINO, 2014).


O desenvolvimento de novas tecnologias demanda tempo e recursos, que nem sempre são disponibilizados facilmente. A entrada de grandes empresas neste setor favoreceu o avanço da pesquisa, mas ainda assim, diretamente atrelada aos lucros operacionais. Outras fontes também começaram a ser exploradas mais abundantemente, como usinas hidroelétricas e eólicas. Apesar de buscar alternativas para fontes energéticas, os combustíveis fósseis contam com as maiores vantagens econômicas, sendo até hoje o maior responsável pela geração de energia elétrica no mundo (EPE, 2018).